terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Leite Derramado

Me ensinaram desde muito cedo: Não adianta chorar pelo leite derramado. E a vida me provou que era verdade... Eu até li o livro do Chico Buarque.
Mas a coisa fica bem diferente quando o líquido derramado é o azeite.
Eu até tentei não chorar, mas ele provocou. Ficou ali no chão se espalhando, driblando os pedacinhos verdes do vidro da embalagem, me lembrando das até então esquecidas aulas de química, se negando a misturar com a água. E haja Veja!
E eu permaneci ali, lágrimas caindo, sem saber direito se chorava porque o litro do azeite tava caro, porque faria falta na minha salada ou porque a diarista tinha acabado de limpar a casa e só volta daqui a um mês.
O pior até agora tem sido o fato da minha casa cheirar a bolinho de bacalhau de tanto azeite que se espalhou pelo piso.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Computador

Fim de período. Cinco telas abertas. Quatro páginas no Word. Nada salvo. E eis que fica tudo preto. 5 segundos inspirando tentando não perder a calma. 5 segundos expirando espantando o nervoso. 30 segundos depois e as luzes não reascendem. Cheguei a gelar e, por descuido do desespero, pensei até em apelar para Deus. Não quebrou. Não quebrou. Não quebrou. Não pode ter quebrado. Mais um minuto para fazer a cabeça voltar a funcionar. A percepção de que não, não tinha mesmo quebrado, foi só o fio do carregador que tinha desligado. Botão de ligar. Mensagem na tela. "Documentos Recuperados" Ufa. Suspiro aliviado.